sexta-feira, novembro 18, 2005

33 - Que Chat(os)..

feira, fim de semana à porta, procura-se fugir do rebuliço habitual do dia a dia, quase sempre se aproveita o tempo livre em casa, procurando refazer algo que ficou para trás, ou simplesmente dar uma passeata se ainda dá para isso. Quanto a mim, entrei nos dias difíceis do mês (ahahah , não é o que estão a pensar), mas com o aproximar do fim do mês há que refazer o magro orçamento, por isso, quedo-me simplesmente por uma passeata pelo areal da Praia se o tempo o permitir…

Que Chat(os)…
S
endo assíduo, mas não permanente de uma sala de Chat, tenho reparado constantemente nos ataques que são feitos ao tipo de escrita aplicada por algumas pessoas. Pelo motivo da utilização de palavras abreviadas, muitas delas com letras trocadas, erros comuns a quem utiliza um chat, não posso deixar de reparar, na forma como alguns usuários tratam mal outros, aplicando até mesmo frases de uma falta de educação extrema, quando querem fazer alguma aproximação a quem por não ter tanto conhecimento, ou simplesmente porque lhe apetece, escreve com erros, utilizando até outros símbolos representativos de certas e determinadas palavras.
Quanto a mim, embora conheça que há quem conteste permanentemente esse tipo de escrita, reconheço e sei que estou na maioria das vezes perante situações que acabam por dar um certo “gozo” a quem as transmite dessa forma. Agora, não venham chamar de “burros” ou “idiotas” quem assim procede, porque uma coisa é certa, se detectamos o erro e tão mal falamos dele, é porque deciframos o que a pessoa queria dizer, grave seria, se não soubéssemos, ou não conseguíssemos entender... Depois, apelida-se de tudo e mais alguma coisa quem pode até não saber escrever correctamente, é certo, mas porquê nós utilizarmos palavras tão cruéis a quem comete um erro, em vez de procurarmos identificar esse mesmo erro, e não denegrir quem o transmite.
Para mim é de uma extrema violência as palavras que certas e determinadas pessoas utilizam para dizer mal deste ou daquele, tirando partido de uma acusação ímpar que fazem, acabando mesmo por maltratar quem está.
Porque não pensam as pessoas antes de dizer mal e chamam à atenção quem comete esses mesmos erros, pois, é um facto que nem todos terão tido a oportunidade de estudar, ir mais além na aprendizagem , ou pura e simplesmente não terem tido acesso a um ensino eficaz…
Será que todos têm a obrigação de saber escrever como um professor? Quantos e quantos licenciados dão erros? Será que os erros de escrita demonstram a capacidade efectiva e, são comprovativos do bom desempenho de cada um na sua área?.
Há dias, reparava numa pessoa dita bem letrada, com não sei quantos “canudos” entrar numa briga desenfreada com alguém que numa sala de chat, trocava “c” com “s”, terminações em “ão” por “am” , até a troca da palavra "vezes" substituida por "x", entre muitas outras coisas que não vou lembrar agora. Mas porque não páram as pessoas para pensar, que os mais letrados, os tais que parecem não dar erros na escrita (mas também os dão, e muito), os mais sabedores e inteligentes no bem falar e bem escrever, quando não sabem sequer detectar uma avaria num automóvel, não sabem sequer mudar um pneu, não sabem localizar uma doença, não sabem retocar uma parede, ou até muito mais simples, não sabem sequer substituir uma lâmpada em casa…
A crítica é bem aceite quando com ela se tira partido, toda ela serve para nos dar a conhecer e detectar o que pode estar mal ou bem, os erros, esses, decerto as pessoas aprenderão a corrigir, se lhes for explicado a origem, de uma forma educada e nunca numa situação de escárnio ou mal dizer, pois é essa a forma de actuar dessas pessoas que tanto dizem mal dos outros , meus Senhores tenham dó...
Tem tanto valor para mim um pedreiro, um mecânico, um canalizador, um telefonista, como tem um médico, um advogado, um cientista, cada qual na sua especialidade, e mais não digo…
É preciso acima de tudo que nos entendam e não nos queiram obrigar a colocar uma passadeira vermelha, por onde passeamos as palavras.

Que a Vida Vos sorria e bom fim de semana,

_____________________
Beijokas & Abraços / GW

quinta-feira, novembro 17, 2005

32 - Verso &... Reverso

Há uns dias que andava para publicar este comentário, hoje finalmente resolvi fazê-lo, não só pela simpatia que tenho pelos meus “vizinhos” , mas também porque me parece justo fazer um certo reparo…

Verso e...
Congratulei-me ao saber da realização em Portugal , da entrega dos prémios MTV, ainda mais numa realização que se tem primado pelo beleza de espectáculo e como evento musico/social que é. A projecção internacional do País, num evento que à partida é transmitido para quase 400 milhões de espectadores em todo o Mundo, só pode engrandecer quem nele participa.
Fiquei curioso quanto à nomeação dos meus “vizinhos” The Gift , o que por si só, marcaria o dia 03 de Novembro como uma data histórica não só para o grupo, mas também para qualquer um que tenha tido esse privilégio. Uma noite que iria ser decerto memorável e que testemunharia o reconhecimento por todos pelo trabalho desenvolvido por esta banda de Alcobaça.
No entanto uma coisa me deixou triste, o facto de não haver uma actuação do grupo ao vivo, que de certo modo era mais que merecida, acabando por não estar incluída pela organização, é pena mesmo. Resta-nos a consolação pelo reconhecimento, cuja imagem da distinção, ficará para sempre gravada no percurso da banda. Espero sinceramente que todo isto sirva para um abrir de portas além fronteiras e não sejam relegados para um esquecimento como muitas vezes acontece. Que surjam os novos contactos e mais actuações, eles merecem e acima de tudo que não fiquem esquecidos pelo facto de serem portugueses…

Reverso...
Mas nem tudo o que brilha é eterno, senão vejamos… Há um evento organizado para homenagear os intervenientes na Gala de entrega dos prémios MTV, festança essa levada a efeito numa das mais badaladas casas da noite de Lisboa, só que, pasme-se, à entrada os elementos do grupo The Gift, são barrados, não são reconhecidos e pior ainda, pelo próprio produtor do evento, valha-me Deus, então não é que o tal produtor que, (minha santa ignorância também não conheço de lado nenhum), não (re)conhecia as pessoas que estavam convidadas para tal evento? Bem, simplesmente lamentável, tendo em atenção o local, e certo é que o tempo de espera sem qualquer explicação imediata, fez com que o grupo, pura e simplesmente desistisse da entrada, abandonando o local, (tiro o chapéu a esta atitude dos The Gift). Pois é, uma no cravo , outra na ferradura, o que seria uma noite memorável, acaba pelo não reconhecimento do grupo, por uma simples e única pessoa… Não há pachorra mesmo.
Não bastam as desculpas proferidas pela relações públicas, taróloga mais que conhecida (?) por todos nós, vir agora lamentar o sucedido, não basta dar a mão à palmatória, há situações que devem estar previstas em casos semelhantes e, haver mo mínimo uma resposta ou explicação imediata para tal…
É verdade que eu também não conheço de lado nenhum a maioria dos convidados. É um facto que ninguém é obrigado a conhecer todas as pessoas, mas meus senhores, tenham dó… Um evento desta natureza não glorifica ninguém o acontecer de uma actuação deste tipo.

Desculpem qualquer coisinha…
____________________
Beijokas & Abraços / GW

quarta-feira, novembro 16, 2005

31 - Sonho ou pesadelo ?

Olhem que isto está bonito… Já há algum tempo que acordo resmungão, não é que transporte essa resmunguice cá para fora e a transmita aos outros, não é o caso, mas sinto-me resmungão comigo próprio, porque será? Há quem lhe chame síndrome do “PDI” , ai, ai, ai, que eu já começo a acreditar… Mas o certo é que embora não esteja muito preocupado, acaba no entanto por me deixar sizudo…

Sonho ou Pesadelo?
Nunca fui uma pessoa de sobressaltos ou pelo menos, daqueles que nos deixam preocupados ao ponto de procurarmos saber o porquê. Mas, digo-vos que ultimamente sinto-me mais que resmungão, não aquele resmungar de vir para o local de trabalho e transbordar de um mau humor, muito menos o ser para a família ou para os Amigos, mas aquela sensação de não ser suficientemente “bom” ou “compreendido”, e depois sentir essa tal resmunguice comigo, interiorizando algo que me deixa a bater menos bem ao longo do dia.
Tenho, ao longo do tempo em que isto me vem sucedendo, relacionado o facto de tal estar, com o surgir durante a noite de sonhos o mais esquisitos que já tive, e ainda por cima sonhos que viram pesadelo, do tipo: -Sonhar por exemplo que caímos desamparados por um poço que jamais tem fim, ou ainda sonhar que através de um poder superior, tal super-homem, viajo pelos confins do Universo. Acho tudo isto muito esquisito, ainda mais se tiver em consideração que nunca fui dado muito a estas coisas.
Assim, acontece que muitos desses sonhos tidos como “pesadelos”, acabam por causar uma angústia, decerto já vos aconteceu, mas no fundo podem ser esses sonhos, a razão de satisfações de desejos inconscientes. No entanto, perante tudo isto, o que ganhamos nós, se a realização do desejo dito inconsciente, acaba por ocorrer sem a participação da própria consciência? Muitas das vezes noto, ou pelo menos é a conclusão que retiro após análise, que me leve a uma explicação a este “fenómeno” não ser mais do que um desafogo que acontece durante o sono, de toda uma tensão acumulada em nós, e assim estes sonhos acabarem por funcionar para o inconsciente tal e qual como todo o resto do organismo funciona em nós em certas e determinadas condições. Já havia lido algures, opinião de especialista na matéria que “há um relacionamento sério entre as ideias simbólicas do dia-a-dia e o que acontece nos sonhos. Existem ideias recalcadas, disfarçadas, fantasiadas, que se realizam, embora sem a pessoa ter consciência disso, numa satisfação dos desejos reprimidos”.
Para este especialista uma das razões para os sonhos de angústia, ou pesadelos, é a produção de uma falha na elaboração do sonho. A prova disto, segundo ele, é o despertar de quem sonha e, aí acontecer a falha e o acordar num momento quando o sonho se começa a tornar doloroso, o que quase sempre acontece comigo…
Sempre disse que sou um Sonhador, mas a sonhar assim acabo quase por aceitar (muito a custo) a ideia que será mais o tal síndrome da “PDI” ahahah, cujo significado devem saber, mas que eu aqui não vou decifrar…
Fiquem bem,
_____________________
Beijokas & Abraços / GW

terça-feira, novembro 15, 2005

30 - Estar alerta...

Meus Amigos, porque o Blog foi criado com o intuito de aqui deixar mensagens, umas porque me fazem pensar sobre o dia-a-dia, outras porque decerto modo me dizem algo, algo que sinto muitas das vezes necessidade de partilhar com quem me lê. Assim, mais uma vez aqui deixo algumas palavras por um tema, quer em sinal de alerta, quer porque ao escrever sobre o que se segue me (re)lembra também o que vivi, e o tempo em que tudo para nós começou...

Estar alerta...
Recordo, há uns anos atrás, estava eu em casa, seriam sensivelmente umas 23h45mn, quando a campainha tocou e eu fui à porta. Fui abrir e , lembro-me que chovia torrencialmente e alguém me dizia: -Venha depressa, o seu filho teve um acidente. De repente meu corpo ficou gelado, era a primeira vez que passava por uma situação idêntica, e fiquei praticamente sem reacção. Após colocar os pés no chão e sentir o peso daquela realidade, acompanhei as pessoas que me tinham ido avisar, e dirigi-me ao local do acidente, não muito longe de casa. No momento, voltei um pouco atrás no tempo e veio-me à lembrança que já havia notado que algo não andava bem. Nunca esperamos que as coisas aconteçam com alguém chegado, certo é que me encontrava perante um facto consumado. As noites que eu notava andarem descontroladas, a falta de dormir, o ingerir de substâncias nocivas, tinham levado a uma falta de reacção momentânea a qual contribuiria para o acidente. Parece que estou ali, há onze anos atrás, olhando para o poste de betão partido, o carro capotado, cortado pela traseira, o amontoado da chaparia. Os gritos de aflição misturavam-se com a chuva forte que caía, o cheiro a gasolina espalhava-se pelo ar cujo receio de incêndio nos invadia. Todo o tempo que foi levado pelos bombeiros para desencarceramento me pareceu uma eternidade, jamais essa imagem será apagada de mim. Após alguns meses de recuperação, e longas conversas havidas sobre o sucedido, não me foi difícil reconhecer o quanto eu tinha sido facilitador para que tal acontecesse. Os filhos crescem, e procuramos que nada lhes falte, trocando muitas vezes a atenção devida por bens materiais como se isso tudo resolvesse. Eu sabia, além de ter dado por isso, já me haviam alertado, mesmo em casa era notório que algo não andava bem, e como eu me admirava de ele aos 19 anos andar tão “desmazelado”, sem auto-estima, sem conseguir ter um pouco de tempo para nós… Será que nós tínhamos um pouco de tempo para ele , me pergunto... Levámos tempo a aceitar o que nos estava a acontecer, tanto tempo, tempo mais que demasiado, que foi preciso alguns anos depois acontecer uma “cópia” do primeiro acidente para reflectirmos sobre o que nos estava a acontecer e pedirmos ajuda, quando nós próprios já nos estávamos também a afundar.
Hoje e após 4 anos de aceitação pelo que não podíamos modificar, temos noção do que aconteceu e consciência que a todo o momento pode acontecer uma reversão. No entanto, trocamos a parte facilitadora pelo Amor genuíno, procuramos sempre estar atentos, mas com a consciência de que a nossa experiência é de que a adição constitui uma doença progressiva, que se acaba por caracterizar como se diz, numa doença para toda a Vida. A progressão na mesma pode ser rápida ou lenta mas será sempre para pior, enquanto não se aceitar que se está perante essa realidade. Todos, quer aditos, quer familiares e amigos somos afectados, de uma ou outra forma, a Vida começa a não nos correr bem, a alegria deixa de coexistir, mau humor constante, já para falar em situações de dependência, colmatando exigências com o facilitar tudo o que nos pedem, tantas e tantas vezes sentindo-nos impotentes para tomar a decisão acertada, que passa pela aceitação da doença e enquanto isso não acontece sentirmo-nos fracos perante tal situação, acabando por aceitar o “jogo” que nos fazem o que acontece muitas vezes com contornos de ameaças…
Não quero escrever muito mais, o que a mim me diz muito pode não ter a mesma razão para outras pessoas. Tenho noção que cada caso é um caso diferente. Por mim, não esconderei de ninguém o problema em que me encontrei envolvido, procurando em vez de me refugiar a um canto, procurar dar a conhecer um problema que é de todos nós…
Fiquem bem e tenham um óptimo dia
_____________________
Beijokas & Abraços / GW