quarta-feira, novembro 30, 2005

40 - Su-do-ku

Pensando bem, também fui arrebatado por essa loucura do Su-do-ku, não como dependente, mas por curiosidade, e certo é que a brincadeira não é fácil, mais depressa resolvia o cubo-mágico, do que esta encruzilhada de algarismos em grupos de 9 , valha-me Deus, para o que me havia de dar, mas acreditem que é um bom exercício de cálculo e observação…

Su-do-ku
A
primeira impressão que tive foi que se tratava de mais uma invenção nipónico-chinesa pelo embaralhado do jogo em si (se lhe posso chamar jogo). Mais tarde verifiquei que apesar de ter a sua ascensão em estes países, a sua origem terá surgido nos Estados Unidos, quem diria, quando de facto estas brincadeiras surgem quase sempre na Ásia, talvez por tudo isto, a maioria tenha os olhos em bico, quiçá…
No entanto é-me dado a conhecer que a designação é também atribuída a uma característica mordidela de rato, cuja transmissibilidade, pode mesmo levar à morte em alguns animais, ocorrendo esta quase sempre muito rapidamente num período entre 5 a 7 dias após a apresentação dos sintomas clínicos.
Será que é mesmo assim ou eu terei entendido mal ?
Quanto ao tratamento e se isso é possível - O paciente deve ser atendido na unidade de saúde mais próxima, mantendo-o em isolamento, em quarto com pouca luminosidade, evitar ruídos, proibir visitas e somente permitir a entrada de pessoal da equipa de atendimento.
Como me apercebi e dizia atrás, o nome é japonês, mas as origens aparentemente não são. De acordo com um artigo do “Observer”, este fenómeno de popularidade e que é o "cubo mágico do século XXI" pode ter mesmo surgido em Nova York...
De qualquer maneira aqui fica a curiosidade, certo é que o Sudoku é mesmo um grande quebra-cabeças simples mas que está fazendo a delícia de todos jovens e menos jovens, tornando-se rapidamente num fenómeno levando à grande impressão de quadrículas mais simples , até a livros com mais de 200 passatempos do tipo. Bem, é facto consumado, mas mesmo assim ainda prefiro as letras aos números, para mim números, em especial prefiro os que definem os €uros, não acreditam? Pois podem crer que é verdade…
Por hoje é tudo, aproveitem e componham lá o quadro que aqui deixo, espero pela resposta eheheh
A ideia é preencher todos os quadrados, linhas e colunas com números de 1 a 9 sem repetir. Parece fácil, mas dá para criar desafios com vários graus de dificuldade.
Até 6ª feira e bom feriado
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Fiquem bem / GW

terça-feira, novembro 29, 2005

39 - A Urgência de Viver...

"O que representam para mim as palavras que aqui deixo, e a importância que tal efeito tem em mim, só eu sei. Importante também o é, e muito , saber da aceitação de tais palavras junto daqueles que as acabam por ler, mais ou menos assiuduamente, mas muito mais importante é a recolha que faço aqui e ali de palavras com muito mais valor do que aquelas que eu escrevo e prova disso é o extracto de um texto que encontrei e que aqui deixo. As minhas palavras, comparadas com estas, são simples pontos de exclamação, e que eu aplaudo, tal é o efeito delas em mim..."

A URGÊNCIA DE VIVER
E
xistem certos momentos em que, mais do que nunca, sentimos a urgência de viver.
Teddy Kollek, prefeito de Jerusalém, propõe em sua autobiografia um décimo-primeiro mandamento: "Não serás paciente". À primeira vista, tal conselho parece ir contra uma das qualidades mais valorizadas pela humanidade – a paciência é uma virtude! No entanto, ao reflectirmos sobre as palavras de Kollek, percebemos que elas contêm uma grande sabedoria. A impaciência é necessária para remediar nossa tendência tão humana de protelar. Pois a verdade é que, em muitas áreas vitais de nossa existência, somos pacientes demais.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã. Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um stock inesgotável de tempo.
Esperamos demais para dizer as palavras de perdão que devem ser ditas, para pôr de lado os rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo, para oferecer consolo.
Esperamos demais para ser generosos, deixando que a demora diminua a alegria de dar espontaneamente.
Esperamos demais para ser pais de nossos filhos pequenos, esquecendo quão curto é o tempo em que eles são pequenos, quão depressa a vida os faz crescer e ir embora.
Esperamos demais para dar carinho aos nossos pais, irmãos e amigos. Quem sabe o logo que será o ser tarde demais?
Esperamos demais para ler livros, ouvir músicas e ver os quadros que estão esperando para alargar nossa mente, enriquecer nosso espírito e expandir nossa alma.
Esperamos demais para enunciar as preces que estão esperando para atravessar nossos lábios, para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para demonstrar o amor que talvez não seja mais necessário amanhã.
Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco (….)

(In net: Henry Sobel)

segunda-feira, novembro 28, 2005

38 - Como sou e como me dou...

“Cada gesto de amor que dispensamos, cada conhecimento que é por nós partilhado, é como um tijolo com o qual construímos cada dia das nossas Vidas. Tudo se decide e resume por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia, e de cada um…”

Fui um destes dias interpelado pela razão de expor aqui partes de mim e de quem faz parte da minha Vida. Quando decidi criar o Blog, sabia de ante-mão que iria estar exposto às mais variadas críticas. Porque considero qualquer tipo de crítica uma forma de aprendermos a rever o que fazemos e o porquê da mesma, assim como através dela sermos não só elogiados, mas também alertados para algo que possa não estar bem, aceito como sempre o fiz, qualquer palavra que a mim seja dirigida, limitando-me a fazer a apreciação que julgo conveniente, e a ilação que melhor se adaptará à minha forma de vida. Por isso agradeço sempre toda e qualquer forma de crítica venha de onde vier desde que seja explanada de forma correcta e sempre baseada numa condição de mútuo respeito.
Se um dia aqui expus parte de mim foi no intuito que pudesse servir de alerta, não sou um Jovem em idade, mas assumo a consciência que muitos não têm e, a vivência que tenho tido, pelo caminho que me foi dado a percorrer aliado em especial a uma acção de voluntariado constante, a qual me leva a conhecer a realidade em que vivemos, levando-me a pensar e a afirmar muitas vezes , não porque me peçam a opinião, mas sim porque o desejei em tempos, que tivesse sido alertado pelas pessoas que conviviam comigo, em vez destas, se “fecharem em copas”, optando simplesmente por um acto de repulsa e mal-dizer, como se o assunto da toxicodependência, fosse ainda tabu, ou pior ainda como se fosse uma forma de marginalizar quer o consumidor , quer os familiares ou amigos, como se eles tivessem sido “infectados” por um “vírius” a todos “pegajoso” ou mesmo mortal e assim serem colocados pura e simplesmente de lado.
Claro que numa situação de menos respeito, me custa, que uma pessoa que parece ter lido os meus textos, tenha agido provocatoriamente, com ofensas escritas em sala aberta, e passo a citar a sua frase:
“Vá mas é tomar conta da mulher e dos filhos, em vez de andar num chat, assim eles já não se metem na droga”.
Lamento que haja atitudes destas em pleno séc XXI , sei que sempre estarei exposto a estas situações, talvez movidas por ciúmes pelo facto de uma atenção que me é dada pela maioria das pessoas. Congratulo-me pelo que sou e pelo que me dou e da forma que o faço. Encontrar-me-ei sempre disponível para dar a mão a quem quer que seja, mesmo que seja atacado ferozmente por esse alguém, no entanto vejo-me no dever de aqui falar em tal acto, do mais absurdo que há.
No meu caso a situação de dependência deu-se sendo a pessoa já de maior idade, mas até poderia não ser, não seria por isso que eu assumiria em menos valor a atitude de Pai. Não foi pelo facto de ele (o adito) ser maior que me afastei dele. Antes pelo contrário. Sei e tenho consciência o quão difícil é para um adolescente ultrapassar numa situação de grave estado de saúde da mãe todos os obstáculos, quando ele próprio se sente desprotegido como se uma coisa muito importante lhe vá faltar, e aí, o associar-se na maioria das vezes a outros, acabe por passar de uma fase de experimentação e assim seguir um caminho sem retorno.
Infelizmente há pessoas que só servem para atacar de qualquer forma, quando alguém decide dar a cara e alertar para casos como este.
Talvez uns me digam para não ligar, talvez outros me incentivem a denunciar, certo é que sei que : “Aos outros eu não posso modificar… aos outros eu só os posso amar”…
Desculpem se hoje me desviei um pouco do que é habitual nos textos, mas é assim ...

Bom dia para todos, inclusive para quem assim se me dirigiu, .. e porque o Blog é aberto a todos.

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Um Abraço com Amizade / GW
Imagem reterida de : www.treknature.com/ images/photos/55/arcoiris-...

sexta-feira, novembro 25, 2005

37 - Liberdade (in)justificada...

Uma tentativa de golpe de estado de forças militares de esquerda, pára-quedistas, RALIS, etc. é derrotada por forças dirigidas pelo general graduado Ramalho Eanes. O presidente da república, Costa Gomes, decretou o Estado de Sítio na Região Militar de Lisboa, que vigorará até 1 de Dezembro.

Liberdade (in)justificada...

Bem, mas não é do 25 de Novembro de 1975 que eu quero falar, mas sim do 25 de Novembro de hoje e, mais uma vez sobre o processo Casa Pia. Não sei, posso apenas imaginar o que vai no Vosso pensamento, mas nota-se que os portugueses estão cada vez mais fartos dos atrasos verificados com processos, os quais pela sua importância pública e social deveriam ser tão céleres, quanto a necessidade de atribuir e encontrar culpas e através do seu peso no processo, ser então elaboradas as penas a aplicar, ainda mais quando é bem evidente que existem culpados. Fica no entanto, qualquer pessoa perplexa, quando um julgamento tem inicio cerca de 2 anos após as detenções, uma vez que começa em 2004, o que sem margem para dúvidas se reduz no facto de se ficar só com 1 ano para decorrer o julgamento antes que um dos detidos e neste caso, o principal arguido, possa sair em liberdade por ter à data de início do processo cumpridos já 2 dos 3 anos que limitam o tempo em prisão preventiva.
Bem, como já é normal acontecer, não sei se haverá apuramento de outros culpados, além da indigitação como arguidos. Sim, porque esta coisa de se estar “pendurado” à sombra de figuras públicas, “fino” extracto social, relações ao mais alto nível, seria quase de certeza o remexer em muita coisa que pode não interessar no momento.
Como cidadão custa-me crer que depois de tantos depoimentos contra, de tanta coincidência de factos, de tanto (re)lembrar de situações que trazem à memória traumas que já por si o tempo é difícil apagar, se continue a demorar tanto a decidir e a encontrar razão para culpar este ou aquele, pelos actos praticados. Depois há um facto que penso também terá contribuído para esta situação, o de alguns ex-alunos terem vindo a público denunciar o acontecido e sofrido, quando muitos dos crimes já estavam prescritos, só podendo assim, ser julgados os que foram cometidos depois de 1988. Recordo que a acusação referenciou no processo 744 crimes, em que só o réu principal, responde à sua conta, se não estou em erro, a 639 delitos, não esqueçamos que este arguido é indiciado como o elo de ligação entre os internos e todos os outros implicados e acusados de pedofilia.
Mas, como é sabido, o dia da liberdade chegou e agora fala-se na preocupação e do que pode acontecer ao dito cujo, fala-se em grupo de segurança próprio, olhem, na minha opinião fala-se demais, se agora receiam pela liberdade do arguido, podiam ter pensado nisso antes e optado de forma a que não viesse a acontecer o que está a acontecer.
Já agora, será que pensaram também nas pessoas externas ao processo e que vão viver o dia-a-dia com esta decisão, tal como as crianças, os adolescentes, os pais, os educadores e tantos outros que irão viver lado a lado com os implicados no processo. E se há uma recaída destes? E se o arrependimento só acontece nas palavras? Não basta pedir-se perdão, mas sim acima de tudo assumir-se e com vontade própria o querer integrar uma sociedade de uma forma que implique respeito, isso sim, e aí eu tenho algum receio que outras situações idênticas possam acontecer.
Lembro a agitação política gerada em volta deste processo, havendo até pronunciamento à mais alta instância, onde se afirma que sem dúvida as principais vítimas são e serão sempre as crianças (não temos dúvidas) e onde se solicita ao Parlamento que sejam estabelecidas leis severas para a violação do segredo de Justiça. Foi por causa da fuga e divulgação das informações do processo, que caiu o director da Polícia Judiciária relembro.
Muitas figuras famosas foram envolvidas e de uma ou outra forma implicadas no caso (parece-me que não existe fumo sem fogo…) uns, chegaram mesmo a estar em prisão preventiva, acabando por serem colocados em liberdade porque as provas não são conclusivas. E as situações em que há provas e mais provas, isso não conta? Em algumas situações houve vozes externas, que culpabilizam estar perante uma armação política, valha-me Deus… será que estas palavras terão mais peso que a voz dos adolescentes inocentes? .
Se me disserem que existem erros processuais, claro que os aceito, mas também gostava de ver mais esclarecidas algumas situações para as quais ainda não obtivemos qualquer respostas, ou pelo menos respostas conclusivas.
Por hoje é tudo, como é hábito, possivelmente só regressarei ao Vosso convívio literário na próxima 2ª feira, até lá, fiquem bem e tenham um óptimo fim de semana…

Fiquem bem,

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Um Abraço com Amizade / GW