sexta-feira, abril 04, 2008

193-entre o verde e o azul...

Que raio de cena esta, toda a semana mal dormida, de facto há algo que me tem apoquentado estes dias (ou melhor, noites) , não sei se pelo calor repentino que tem estado, a verdade é que tem sido bem dificil "pregar" olho, ainda por cima e para mal dos meus pecados o "Pintas" (cão cá de casa) tem passado as noites num uivar constante, incomodativo, ao ponto de me fazer por os pés fora da cama de quando em vez afim de lhe dar um raspanete...
Mas vamos ao que interessa , tenho estes dias, percorrido os caminhos das matas de S.Pedro de Moel, pois é um trajecto que me dá prazer, pela sua calmia, pela sua frescura, pelo seu verde convidativo a uma passeata, quer de carro , quer mesmo de bicicleta ou a pé... Falando um pouco da zona: -
Zona toda ela inserida numa intensa união direi mesmo de grande intimidade, partilhada pela proximidade do pinhal e da praia. Zona de um cariz tão marcante ao longo dos tempos, já passado para a escrita do poeta Afonso Lopes Vieira, pela passagem nas palavras:
- “Pinhal de heróicas árvores tão belas
foi do teu corpo e da tua alma também
que nasceram as nossas caravelas
ansiosas de todo o Além
foste tu que lhe deste a tua carne em flor
e sobre os mares andaste navegando
rodeando a Terra e olhando novos astros
oh gótico Pinhal navegador
em naus erguidas levando
tua alma em flor na ponta dos mastros!...

Fazer este maravilhoso percurso a desembocar na foz da Ribeira de S.Pedro, ali mesmo na zona da Praia Velha, subindo a estrala atlãntica em direção ao Penedo da Saudade e ao farol, perder as vistas naquele mar imenso, reparar naquele casario tão característico, uma passeata ao acaso pelas ruas o observando os exemplares de construção tão belos. Há no entanto uma que se destaca quer pela localização , quer pelo simbolismo que encerra. Refiro a que pertenceu a Afonso Lopes Vieira , onde na “Casa-Nau”, como lhe chamava, conceberia grande parte da sua obra. No Presente e porque assim foi destinada em testamento, Colónia balnear para crianças.
Em simultâneo e desde 2005 , é também Casa-Museu dedicada ao Poeta.
A altivez do farol que todos conhecem, estratégicamente edificado no topo de um penhasco que cai a pique para o mar.
Canas de pesca ao alto, na zona do farol, sítio do agrado de pescadores e dos amantes das vistas largas, é mesmo aí o conhecido Penedo da Saudade há tanto fazendo a transição entre a lenda e a realidade.
Passe por cá, mais adiante dê um saltinho às praias de Pedra do Ouro, Polvoeira e Paredes da Vitória, e como decerto não terá tempo para muito mais, propomos que mais tarde com mais calma, retome em lazer esta passagem pela Estrada Atlântica, onde uma CicloVia paralela permite um passeio calmo de mais de 30 Kms pela beira-mar...
Fiquem bem e aquele abraço / GW

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