domingo, maio 04, 2008

197-Dia da Mãe...

Desde que me conheço, foram no meio em que estava inserido, mais os dias dedicados à Mãe na data de 8 de Dezembro, lembro-me , ainda jovem a adaptação que custou, trocarem esse dia para Maio. É verdade que é Maio o mês de Maria, também é verdade que todos os dias deveriam ser de reconhecimento a quem nos trouxe ao mundo, e não é menos verdade que nos tempos remotos seria em Maio a celebração.
Apesar desta minha lembrança, parece que as comemorações mais antigas já vêm da Grécia Antiga, em que na estação primaveril, se davam a festejos em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Já em Roma, as festas tendo como dedicação o Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, em que as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Também numa Europa mais recente (século XVII) , a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões, por isso no Domingo da Mãe, os empregados tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe. Numa leitura que fiz algunes na net, nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.
A maioria dos relatores e das fontes sobre o assunto, é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia terá partido mais recentemente de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.
Segundo Anna Jarvis seria objectivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe, cuja aceitação, daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.
Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Como escrevi no início, em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.
Um beijo terno a todas as Mães , e em particular a ti Mãe, sei que onde estás, me protejes, me abençoas e estarás sempre comigo e no meu coração...

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