sexta-feira, maio 16, 2008

198-de tanga e não só...

Olá, já repararam bem na minha figurinha ? Deduzo que não seja muito diferente da vossa se considerarmos os tempos que correm em termos de situação económica neste país que um dia alguém apelidou de paraíso à beira mar plantado, mas que hoje "exala" um cheiro nauseabundo no que diz respeito à pobreza e ao distanciamento cada vez maior entre os milhões incluídos neste escalão e aqueles que "sorrateiramente" conseguem a custo dos mais desfavorecidos aumentar o seu pecúlio, entre o papel azul/esverdeado (vulgo €uro) que um dia quizeram liberalizar por essa europa fora, que acabam por gerir em qualquer paraíso fiscal.
Não minto, quando olho para o cinto cujo furo utilizado, meses atrás, se situava na ponta deste, à semelhança de uma barriguita avantajada, e que hoje, por mais voltas que dê, não passo sem ter que fazer mais um furo extra de modo a que o mesmo me segure as calças.
É verdade que o aumento dos combustíveis na origem, subiu num ano cerca de 38% e consequentemente as distribuidoras reclamam sucessivamente centimos atrás de centimos , de aumentos exageradamente superfluos, apregoando eles(as) ter que fazer face a custos de aumentos substanciais na origem.
No entanto não deixa de ser verdade também, que se as distribuidoras, vêm nessa razão uma alibi para proceder aos aumentos dos mesmos, também não deixa de ser verdade que deve ser obrigação dos governantes, quiçá, proceder a um ajustamento redutivo dos valores percentuais acumulados sobre cada litro, que sabemos nós ser cerca de 65% em impostos, os quais se traduzem em muitos suores e lágrimas desta população cada vez mais carenciada.
Estou preocupado sim senhor por o 1º ministro e outros que tais fumarem a bordo de um avião, "fretado e em uso particular" , claro que estou, numa condição cuja acção poderá levar outros a desmotivarem-se e mais tarde também não cumprir face à lei, mas preocupa-me muito mais que com estas e outras notícias se vá tapando a prioridade de outras bem mais importantes, e que devem ser tidas urgentemente em conta de resolução para não cairmos a "pique" num desespero mais que lactente em todas aquelas famílias que lutam arduamente no dia-a-dia, para conseguir ter o que comer no dia de amanhã, quando o "hoje" está deliberadamente e exageradamente tão feio para cada um de nós.
É tempo, quem sabe de uma insurreição popular em luta por uma merecida distribuição de bens mais que essencial e que fará toda a diferença numa qualidade de vida que se quer por direito, aí sim, talvez este pedaço de terra à beira mar plantado, possa voltar a ser apelidado de "paraíso"

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