terça-feira, novembro 21, 2006

121-Se pago... exijo

Tanto se tem falado ultimamente na situação económico-financeira portuguesa e nas possíveis formas de minimizar diferenças existentes na forma de como gerir, gerindo melhor o que nos é possível sem aumentar o fosso existente.
Na verdade, em minha opinião se todos contribuíssem dentro das suas possibilidades, mas acima de tudo que de facto o fizessem e não se ficando só pela simples vontade de o fazer, penso que, algumas coisas mudariam positivamente. No entanto não basta dirigirem-se à população, e exigir… aliás não se exige, obriga-se e aí nós não temos forma de fugir, estejamos inseridos em que nível de rendimentos for, com o peso de que aqueles que estão acima da média geralmente tenham forma facilitada de fugir a pagamentos devidos, ao contrário dos que se encontram na classe média/baixa, que não encontram forma de contornar essas situações e daí serem tantas vezes os mais penalizados.
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Mas o que me traz aqui hoje, é a diferença que tem existido no que diz respeito á colecta de grandes entidades, nomeadamente os Bancos, ora, se as empresas estão sujeitas a impostos sobre os lucros, pese o facto de muitas não os apresentarem correctamente de modo a fugir aos mesmos, não entendo a razão porque é a Banca beneficiada quando obtêm lucros directos sobre os seus produtos, gerindo na forma que entendem a sua forma de actuar, penalizando os clientes quer em taxas de juros altas nos créditos que concedem, pagando uma ninharia sobre os depósitos, enfim um sem número de situações que francamente, não são razão para os colocar num patamar de privilegio em relação a qualquer empresa, na hora de apresentar as contas.
Sabemos ser intenção do Governo que a taxa efectiva de IRC no sector da banca atinja os 20%. Desencadeia-se um aperto à banca no sentido de que também eles cumpram de forma exemplar com as obrigações que lhe são delineadas, é que muito sinceramente não percebo como é que a banca usufrui destas benesses, quando nós somos obrigados a declarar e a pagar impostos sobre toda e qualquer transacção , sobre todos e qualquer lucro que tenhamos com a utilização do serviço da própria banca.. Sustenta o governo “Não pode continuar a acontecer a situação de uma tão reduzida taxa de tributação efectiva do sector financeiro”. O que quanto a mim já deveria ter acontecido há muito. Agora temos que estar alerta a todo o desenrolar da situação, não basta aceitarmos ou não estas condições, num pais livre que somos, as ideias terão divergências, e cada um é livre de optar, discutir, aceitar ou não as situações que são impostas e que nos fazem crer ser o melhor que se pode fazer. Alguém , alguma vez teria que ter a coragem de dizer , vamos fazer porque isto é o melhor a fazer, independentemente se foi isso ou não que se prometeu antes de eleições, mas para tal ser respeitado , é obrigatório que sejam notórias essas mudanças e que elas consigam trazer algo de bom , em prol de uma melhoria que se impõe e que se exige que aconteça, porque promessas já houve muitas, incumprimentos idem, e os sacrifícios já são mais que muitos ...


Um abraço e boa semana

GW

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