domingo, agosto 12, 2007

161-há coisas do caraças...

coisas do caraças, por muito que queira entender o porquê, não chego lá, a não ser pela razão do lucro através do roubo. No passado mês de Março , da noite para o dia, desapreceram cerca de 4000 metros de fio de cobre, que serviam de ligação entre 2 apeadeiros da CP aqui perto, pela demorosidade do "trabalho", é certo que tudo estaria premeditado e que até tivessem os mesmos indivíduos já roubado mais material deste tipo e nestas condições.
No decorrer da investigação , chegou-se a um dos receptores, o qual está hoje a aguardar julgamento, mas até ver sem se apurar os verdadeiros larápios, como se sabe o cobre apresenta um valor apetecível para o "amigo do alheio".
No entanto, a situação de hoje que quero dar a conhecer é outra, que demonstra já um grau de malvadez, tornada bastante perigosa, não será sómente de roubo que se trata , mas principalmente pelos estragos causados a terceiros em virtude de tal "serviço".
Esta 5ª feira , calhou a mim como possívelmente já calhou a tantos outros, enfiei a carrinha numa caixa de inspecção da rede de águas, por esta se encontrar sem tampa. Ora , não só face aos estragos na viatura, mas mais pelo perigo exposto, recorri aos serviços competentes e que "deveriam" ser responsáveis, expondo o acontecido. Pelos vistos, e pela nossa conclusão a mesma teria sido retirada durante a noite, pois no local onde se encontrava a mesma, é muito provável que poucos ali tivessem já passado, não sendo esta uma via de movimento, e tendo um comprimento reduzido, aliado ao facto de ser um beco, não teriam ainda passado muitas pessoas ali (talvez até tenha eu sido o 1º) e assim não terá dado origem a acidente de maior.
Pelos visto a situação não é isolada, ultimamente pelo que me foi dado a conhecer, muitas tampas de caixas do género , grelhas de escoamentos de águas e até sinais de transito têm desaparecido pela calada da noite. Imaginem que até placas de indicação de acessos (grandes paineis compostos por inúmeras placas de aluminio) têm desaparecido do pé-prá-mão.
Disse-me a GNR e os serviços a que recorri que desconfiam de um grupo ligado à toxicodependência, o qual actuará "a pedido" de alguns negociadores de material usado.
É mais que evidente , se o material desparece e assume "peças" que pelo seu peso já não serão assim tão fáceis de transportar, terão de certeza um acompanhamento "in loco" de outras pessoas, às quais só lhe resta fazer o transporte e escoar no mercado, não só cobre, alumínio, mas também ferro normal e ainda peças de ferro fundido.
Há uns anos não se ouvia coisas deste tipo, não quero com isto dizer que o não fizessem , só que hoje está com proporções tão alarmantes, e pior ainda , colocando vidas em perigo, pois imaginem uma caixa sem tampa na via pública, onde uma roda de uma viatura cabe por inteiro. Imaginaram ?? pois bem , agora pensem no impacto que é se essa mesma viatura circular a mais de 50 kms/hora.
Ainda me pergunto, como é possível retirarem um tampo completo identico ao indicado na imagem acima ? Será que não existe uma forma de haver segurança na colocação dos mesmos equipamentos e que impeça o roubo ?
Bem, vamos esperar que nada de mais grave aconteça e depois procurar-se fazer como sempre "depois de casa roubada, trancas na porta"
Sei que há países em que se adoptou a troca dos "tampos de visita" convencionais por outros que dificultem
a retirada, sendo estes dotados de um travamento específico, que dificulta em muito o roubo do equipamento.
Talvez já os haja aplicados por aí, mas por cá , vamos continuando a dar de caras com situações deste tipo, até que , quem sabe, seja o carro do Sr Presidente que fique encalhado e aí sim , darão atenção ao assunto...

Boa semana para todos, / GW

3 comentários:

  1. ola amigo essa situação não é nova e como se costuma dizer so mesmo em portugal
    e esta hei fique bem :)*

    ResponderEliminar
  2. Situações insólitas do caneco, que revelam uma total falta de responsabilidade e respeito para com todos e qualquer cidadão.
    Mas é essa mesma a realidade actual.
    Quanto ao comentário da paulit@ e com todo o respeito que o mesmo me merece, não acredito que situações destas só aconteçam no nosso país.
    Eu fico um bocadinho triste, principalmente neste mês em que há um enorme afluxo de emigração, quando entro em qualquer lado e ouço comentários do género"na França não é assim", "na Bélgica é muito melhor", etc e tal, quando os comentários não não muito piores e mais jocosos.
    Porra pá, eu cá gosto do meu país, com todas "limitações" que temos por nele vivermos, e fico possessa quando ouço comentários deste género. se calhar , sou eu que tenho mau feitio, (lol).
    Beijinho grande
    bell@

    ResponderEliminar