sexta-feira, fevereiro 03, 2006

64 - Crianças hiperactivas... ( parte I )

A "hiperactividade" nas crianças
Tem-se falado bastante ultimamente sobre este facto, de muitas das nossas crianças serem hiperactivas. Não só notamos nós no desenrolar da vivência de cada uma, mas também , é verdade que muitas das queixas partem de quem mais de perto com elas convive, sejam os professores, sejam os colegas, ou, sejam mesmo os familiares mais directos, quando notam que existe para além do que é normal , um comportamento diferente , resultante dessa mesma hiperactividade.
A criança nota-se irrequieta, impulsiva, com dificuldades numa concentração, com um desviar de atenção compulsivo, originando na maioria das vezes a abertura a um caminho de não aproveitamento escolar. Se assim é, talvez sofra de hiperactividade e, necessite de uma ajuda acompanhada, personalizada e especializada. Na maioria dos casos e tendo em conta alguns estudos realizados, este problema é normalmente detectado no início da frequência escolar, pois , fazem-se os sintomas acompanhar por uma actividade motora excessiva, comportamento impulsivo e problemas de atenção, os quais podem ser constituídos num sério obstáculo a toda a aprendizagem que é em todo o caso necessária. No entanto, nem todos os casos, em que nos é dada a conhecer uma criança muito irrequieta, significa, que a mesma sofra de hiperactividade. Esta pode ser na maioria dos casos identificada , sabendo-se notar alguns sinais exteriores. Alguns estudos referenciam que “Os sinais devem ter aparecido numa fase precoce, antes dos sete anos, e prolongar-se durante, pelo menos, seis meses. Estes comportamentos têm de ser mais frequentes ou graves do que no caso das outras crianças da mesma idade, para estarmos perante uma criança hiperactiva. Além disso, estas condutas afectam o paciente em mais do que um contexto (na escola, em casa, ou nas relações sociais). Assim, a uma criança que se mostre demasiado irrequieta, distraída e faladora nas aulas, mas que consiga relacionar-se normalmente em casa e noutras situações, não se pode diagnosticar uma perturbação por défice de atenção e hiperactividade.” São conhecidos vários factores para a determinação destes comportamentos, entre eles, problemas efectivos de atenção, a qual pode ser mais notória em casos de actividades e/ou coisas do seu agrado em detrimento de outras, e no caso de se tratar de aprendizagem de novas situações elas se apresentarem baralhadas e com bastante dificuldade em manter essa atenção, distraindo-se muito facilmente, ao mínimo gesto ou som exterior.
Também uma actividade motora excessiva, nos faz notar e diferenciar cada caso, pois as crianças não param quietas e quase sempre falam demasiado, não conseguem estar paradas ou sentadas e consequentemente calmas, aproveitando para mexer em tudo o que esteja ao seu alcance, sempre em constante movimento. Estas situações associadas a muitas outras desencadeiam comportamentos impulsivos, não conseguindo controlar as suas reacções ou pensamentos antes de agir. Assim, acabam por fazer comentários nada adequados, respondendo muitas vezes a questões , sem serem interpelados para tal.
Sendo um assunto para mim importante, espero voltar a ele e continuar no próximo apontamento escrito.
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Bom fim de semana / GW

3 comentários:

  1. Meu caro General...

    Partilho contigo o interesse por este assunto. Ficarei aguardando com expectativa o teu próximo apontamento escrito.

    Um beijo de agradecimento desta tua leitora assídua.

    OlhandoDeLonge

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  2. Bom dia, chamo-me Sandra Oliveira, e tenho um filho hiperactivo, gostaria que se falasse um pouco da forma como nós pais podemos lidar com eles.
    Na minha experiência a parte pior é com a escola, ele é bastante inteligente, mas chega a ter bastantes dificuldades, não porque não sabe, mas sim pela distração dele.
    aguardo alguma resposta que me possam ajudar, para eu o poder ajudar também

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