domingo, abril 02, 2006

75 - Palavras escritas...

De alguma forma , tudo o que aqui tenho deixado, é demonstrativo do gosto pela escrita, é uma faceta que não negarei a ninguém, tendo em conta que a escrita e toda a pesquisa que ela envolve se traduz numa parte significativamente boa na minha vivência, fazendo já parte de mim, sendo um factor preponderante para me manter activo e quanto mais não seja ir exercitando os deditos que têm teimado em ficar algo presos e direi até bastante gélidos, característica que sempre aparece pelo que sei, quando se passa por uma situação idêntica à que atravesso.
Palavras escritas, não esquecidas
Alguns Amigos sabem, mas julgo que a muitos de Vocês nem passa pela cabeça a insistência que paira em mim , alicerçada numa teimosia de "escrever" um livro. Não sei se sou louco, se tenho a mania que sou bom, ou mesmo se o que passo para o papel terá algum impacto perante outros. É verdade que tudo começou quando certo dia era ainda uma criança (ainda sou Criança eheheh ) concorri por mero acaso a um Festival de Poesia salvo erro na década de 70 e tão pasmado fiquei por ter na volta do correio uma certificação de presença, acompanhada de uma distinção. Talvez tenha começado aí o bichinho pela escrita, com curtas passagens pelos Jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã e uma ou outra revista, que dedicavam então uns espaços (bem concorridos) à rapaziada nova.
Há dias, dediquei uns minutos (tempo agora não me falta) a fazer uma procura de memórias e escritos, em gavetas guardadas e, peguei numas folhas rasuradas, as quais prometiam algo , que nos seu final se poderia parecer a um livro , ou algo similar, sei que já tinha cerca de 90 e tal folhas A4 escritas , num rabiscado de palavras cuja tinta já desaparecia aqui e ali, no papel carcomido pelo tempo.
Claro que tive de reler tudo aquilo para me situar, nem me lembrava já dos intervenientes naqueles textos. Pausadamente, folha a folha e, a vontade de voltar a escrever foi regressando. Recordo-me que um dia tendo contactado uma editora, onde uma colega de empresa havia já depositado um trabalho seu e cuja aceitação no mercado teve algum impacto, o responsável da editora me disse qualquer coisa assim parecido. "Meu caro amigo, o tipo de nálise que faço da sua escrita, é que o tamanho ideal para um trabalho seu será na ordem das 250 páginas, letra tamanho 12 a espaço e 1/2 , em folha A4 . Ena Pá, pensei eu , como é que eu consigo uma façanha desse tipo ?...
Pois é, agora que (re)encontrei estas páginas já escritas em tempos idos, posso dizer que 90 já cá cantam, vamos a arregaçar as mangas e conseguir as restantes 160 eheheh , o que espero se torne muito mais fácil com o apoio da escrita computadorizada, onde há uma melhor noção do trabalho desenvolvido em termos de conteúdo.
Qualquer dia ainda vou ter na mesa de cabeceira um livro meu (eheheh) quanto mais não seja um exemplar único, trazido ao Mundo pela simples vontade de comunicar/escrevendo...

Tudo de bom para Vocês

GW

4 comentários:

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  2. Meu caro GW

    Gostaria muito de ter, no dia seguinte, na minha mesa de cabeceira, um livro igual ao teu. Deixarás de ter um exemplar único mas passarás a partilhar com quem te admira, os teus "escritos" que são realmente "especiais".

    Espero que esse dia chegue tão depressa quanto possível, para que te possamos ter bem mais perto de nós.

    Um beijo com muito carinho

    OlhandoDeLonge

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  3. Amigo GW :))

    O sonho de qualquer "comum mortal", penso que passa, ou deveria passar por: "fazer" um filho.. plantar uma arvore.. e escrever um livro. Este último objectivo, não será assim tão fácil de conseguir...mas, para quem já tem as ferramentas "necessárias" não deve desistir..de forma alguma. Por isso deixo aqui uma palavrita de coragem .. e força.. Vais conseguir.. E, eu gostaria de estar na 1ª fila para ter "o teu livro" autografado.

    Beijinho com carinho*

    Teresa (Tetea)

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