terça-feira, novembro 08, 2005

24 - Nem tudo o que parece, é...

Aqui estou frente a este PC onde tantas e tantas palavras escrevi, umas guardadas algures na memória dos seus Gigabites, outras simplesmente desaparecidas ao som da tecla de “delete”. Mas, guardadas ou não, no momento em que as escrevi, elas marcaram e ainda marcam de uma ou outra forma, parte do meu sentir, essa sim, é a verdade que este desejo de escrever me transmite…
E Você como encara a questão ?...
C
aros Leitores e Amigos, ao passar os olhos por um dos muitos artigos que “borbulham” pela imprensa, deparei-me com o resultado de um estudo /inquérito que realça a diminuição de relações sexuais, onde se afirma mesmo estar o sexo fora de moda. Caramba, embora se fundamente o resultado num estudo verificado no Brasil , certo é que eu próprio me pergunto do porquê e até que ponto poderá ter ou não razão de ser esta situação, senão vejamos: -No meu entender e não queiram tomar isto como um exemplo, mas pelo contrário um parecer, é bem verdade que a vida de cada um no dia-a-dia teve alterações significativas. Em tempos que já lá vão (eu ainda sou do tempo…), a disponibilidade talvez fosse outra, não aquela disponibilidade para o sexo, porque essa parece-me que quase sempre ela se consegue, mas aquela disponibilidade partilhada em que ambos os intervenientes estão disponíveis para o acto. Há anos, no caso da mulher, apesar da labuta diária que desenvolvia no lar, o tempo livre seria outro, afinal de contas as pessoas trabalhavam mais perto de casa, em meios mais ou menos próximos, mas sem as condições de hoje, sem um cinema ou um teatro por perto, sem a televisão, sem zonas de lazer, onde ocupar algum tempo que ficasse livre, também a vida de então não permitia mais, é verdade. Talvez estivéssemos mais disponíveis pelo facto de se estar mais cedo em casa, de não haver que fazer, e todo o tempo que sobrasse fosse para passar na “cama” e só por isso as coisas aconteciam, talvez, quem sabe, tenha sido essa a razão de eu fazer parte de um grupo de 9 irmãos, e de haver então famílias muito numerosas. Porventura nesse tempo não se faziam sondagens como hoje, nem as pessoas quereriam falar, como se de tabu se tratasse, se assim for, como se pode chegar a uma conclusão e analizar 2 períodos de tempo tão distintos? E será que as pessoas há uns anos atrás seriam tão verdadeiras assim e não houvesse deturpação da assiduidade sexual, impelidas pela vontade de dizer mais do que realmente era?
Nos dias de hoje estamos numa situação de quase igualdade, homem/mulher (eu desejo que seja de total igualdade), as tarefas encontram-se mais distribuídas, a emancipação da mulher assim o permitiu, parece-me haver já uma boa aceitação desses factos, principalmente nas maiores concentrações urbanas. A azáfama do dia-a-dia reflecte-se numa ocupação com outros afazeres e é natural que as relações aconteçam menos, mas, atenção, serão elas feitas com menor carinho, com menor amor, com menor manifestação de afecto ? penso que não , a entrega tem que ser e deve ser feita de forma a que se tire o melhor partido da situação e não executada como se estivéssemos inseridos numa maratona, ou de forma mecanizada. É comum dizer-se que a qualidade é preferível à quantidade, por isso não me parece alarmante que se venha dizer que o sexo está fora de moda. Não me parece que a actividade em causa tenha sido relegada para um plano menos importante. Acho sim que se deve estar perante um fenómeno que passa não pela falta de gosto ou vontade de fazer amor, pois isso parece-me notório que exista, a verdade e essa sim , é que há menos tempo para entrega a essas mesmas intimidades, e que a mesma deve acontecer porque e quando é o momento certo para acontecer e não porque simplesmente se quer, sem pensar no outro.
Muitos dirão, mas não é só isto que conta! Claro que não, pois também é sabido que as pessoas são mais libertas, e cada vez mais ousadas, passam muito do seu tempo fora de casa e que as coisas acontecem e sobre essas poucas sondagens nos darão a conhecer o que se faz, mas que é verdade que a ocupação de parte a parte é cada vez mais evidente numa preocupação constante de melhorar o nível de vida, é um facto.
Não sou Psicólogo sentimental, nem para aí estou virado e muito menos me apresento como defensor destas ideologias, de modo a ser capaz de as debater com alguém, mas há muito de verdade em tudo isto. Será que o sexo por si só deverá ser entendido como um acto indispensável no amor, na união, no bem estar, e que um estudo sobre se o há mais ou menos vezes venha a ser demonstrativo do bem estar das pessoas ?. Acima de tudo será muito mais importante um bom entendimento, uma boa união, o saber ouvir, o saber falar, o avaliar o que possa estar mal e a capacidade para mudar em prol de uma melhor aceitação de uma vida que ser quer em comum…
O estudo referenciado diz respeito ao Brasil, então onde pára o calor brasileiro ? Por cá, bem, todos vão dizer que está bem, não é ?
Os estudos ou inquéritos feitos, serão mais importantes em outros aspectos decerto, que não neste. Por mim já há muito que retirei a TV do quarto, acabar por adormecer ao som de um filme e assim ficar, jamais fez parte de mim … (entenderam?).
Penso que seja muito mais importante um jantar a dois, num local, por exemplo onde se faça ouvir o enrolar das ondas do mar, e na água o reflexo do luar… ou mesmo até um passeio de mão dada ao final do dia, ou simplesmente um aconchego numa noite fria ...
Sonhador? eu ? claro que também o sou… mas faço os possíveis por tornar parte dos sonhos realidade.
( foto retirada da net)

fiquem bem, e tenham um bom dia
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Beijokas & Abraços / GW

3 comentários:

  1. General, não se trata de ser sonhador...Então também o sou... Trata-se sim de pensar em uma realidade que já não existe... As pessoas deixaram de namorar, deixaram-se de jantares romanticos com velas ou luares... Tornaram-se umbiguistas por excelência... Tornaram-se frias e racionais... E se por um acaso tentamos ser mais emocionais chamam-nos de lamachentos... Eu quero ser lamachenta!!!:)))))

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